Ontem, finalmente, depois de uma negociação que cruzou a madrugada foi anunciado o candidato a vice de José Serra.
Seu nome, índio da Costa.
Deputado em primeiro mandato pelo DEM, vereador por três mandatos no Rio de Janeiro e secretário de administração da mesma cidade.
Faz parte da safra de jovens parlamentares de seu partido.
Notabilizou-se no início desse ano na relatoria do “Projeto Ficha Limpa” articulando um texto que fosse capaz de agradar aos parlamentares e a sociedade ao mesmo tempo.
Teve sucesso.
No entanto, os profetas do apocalipse já se prontificaram a anunciar o fracasso:
-“o vice do Serra é um nome desconhecido nacionalmente”
-“o vice do Serra não agrega em nada”
Ok.
Mas e o candidato a vice da chapa de Dilma Roussef (o improviso autoritário de Lula), o Deputado Michel Temer, traz o que além do tempo de TV que o PMDB tem direito?
Ou alguém acha que o PMDB nos estados vai estar mesmo comprometido com a eleição de Dilma?
E o vice de Marina Silva, o empresário Guilherme Leal, terá qual papel além de pagar a faturas e duplicatas da campanha?
Índio traz consigo, na pior das hipóteses, a unidade necessária para se vencer qualquer eleição e ainda a construção de palanques em importantes estados.
Jovem, boa estampa, sem ter o que esconder e de um colégio eleitoral importante, pode até não ser, como não é, o vice dos sonhos.
Mas é o vice possível, o vice que temos.
Por André Castro
