quinta-feira, 1 de julho de 2010

O vice possível, o vice que temos


Ontem, finalmente, depois de uma negociação que cruzou a madrugada foi anunciado o candidato a vice de José Serra.

Seu nome, índio da Costa.

Deputado em primeiro mandato pelo DEM, vereador por três mandatos no Rio de Janeiro e secretário de administração da mesma cidade.

Faz parte da safra de jovens parlamentares de seu partido.

Notabilizou-se no início desse ano na relatoria do “Projeto Ficha Limpa” articulando um texto que fosse capaz de agradar aos parlamentares e a sociedade ao mesmo tempo.

Teve sucesso.

No entanto, os profetas do apocalipse já se prontificaram a anunciar o fracasso:

-“o vice do Serra é um nome desconhecido nacionalmente”

-“o vice do Serra não agrega em nada”

Ok.

Mas e o candidato a vice da chapa de Dilma Roussef (o improviso autoritário de Lula), o Deputado Michel Temer, traz o que além do tempo de TV que o PMDB tem direito?

Ou alguém acha que o PMDB nos estados vai estar mesmo comprometido com a eleição de Dilma?

E o vice de Marina Silva, o empresário Guilherme Leal, terá qual papel além de pagar a faturas e duplicatas da campanha?

Índio traz consigo, na pior das hipóteses, a unidade necessária para se vencer qualquer eleição e ainda a construção de palanques em importantes estados.

Jovem, boa estampa, sem ter o que esconder e de um colégio eleitoral importante, pode até não ser, como não é, o vice dos sonhos.

Mas é o vice possível, o vice que temos.


Por André Castro

Nenhum comentário:

Postar um comentário